segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

7 razões porque o apocalipse zumbi falharia

Vamos fingir por um momento que os zumbis são reais (como se metade de vocês já não estavam sonhando com essa possibilidade). Você já reparou como a maioria dos filmes de zumbi já acontece com o apocalipse zumbi em curso integral? No momento em que existem apenas um punhado de sobreviventes, que os militares e o governo já estão eliminados, e que nenhuma das ruas é segura. Há uma razão para o filme já começar daí, e não antes. É porque a primeira parte, onde partimos de um zumbi para milhões de zumbis, não faz qualquer sentido. A lógica nos faz dar uma rasteira na festa zumbi, você percebe que os zumbis seriam todos re-mortos muito antes que você tenha uma chance de meter fogo neles, ou usar a moto serra que você usa no trabalho. Por quê?


# 7. Eles tem muitos predadores naturais

Você sabe por que nós, como seres humanos, estamos no topo da cadeia alimentar atual? Não é porque somos difícil de matar (bem, com exceção de Steven Seagal). Nós não somos, somos um pouco mais do que sacos de carne saborosa à espera de um chifre errante ou uma garra para derramar nossas entranhas como uma pinata de carne. Não, nós estamos no topo simplesmente porque somos absurdamente bons em matar coisas. Um bom ataque, como dizem, é a melhor defesa.

Simplesmente somos muito inteligentes e muito bem armados para qualquer animal selvagem nos caçar. Agora considere os pobres zumbis. Falta-lhes todas as vantagens que tem mantido a humanidade longe de ser comido e levado à extinção. Eles vagueiam no aberto, eles não podem usar armas, não podem pensar ou usar a estratégia. Não tem sequer o senso de auto-preservação para se esconder quando estão em perigo. É presa fácil para qualquer animal que os quizerem.

Agora você pode estar dizendo: “Claro, mas minha cidade não está cheia de ursos que podem vir comer todos os zumbis”, você precisa pensar pequeno. Os insetos são uma grande dor de cabeça para seres humanos vivos e, em alguns casos, sermos capazes de golpear moscas longe e ter um sistema imunológico é a única coisa que mantem nossos olhos e línguas sem ser comido pelos vermes. Zumbis em qualquer parte do mundo terão problemas com insetos voadores e estarão repletos de vermes em pouco tempo, o que significa que a maioria de seus tecidos moles estará infestada, e seus olhos serão rapidamente inúteis.

Vamos ampliar um pouco: só nos Estados Unidos, nós temos ursos, lobos, coiotes e pumas, que podem colocar rapidamente os seres humanos em seu cardápio, se as condições forem adequadas. Para a maioria dos predadores, as “condições adequadas” é quando o animal está fraco ou enfermo, ou geralmente, incapaz de se defender, como um cadáver ambulante. Droga, basta pensar nos milhões de cães abandonados por aí que vão aprender rapidamente que os zumbis são uma refeição fácil.

Agora imagine hordas de zumbis vagando na África. Entre leões e búfalos (e hipopótamos e rinocerontes e elefantes), nós finalmente temos uma doença que a África é mais adequado para se defender do que no resto do mundo.

# 6. Eles não podem se esconder do calor

É geralmente aceito pelos peritos que os zumbis vão continuar a apodrecer, mesmo eles perambulando pelas ruas. O que os filmes não conseguem transmitir, no entanto, é o horrível mas estranhamente hilariante efeito do sol quente em um cadáver em decomposição.

A primeira preocupação é a putrefação. Graças à grande quantidade de bactérias que usamos em nosso colo para digerir a matéria vegetal, chamada flora intestinal, nossos corpos estão maduros para a deterioração de dentro para fora. Uma vez que o calor acelera o crescimento de bactérias (que serão muito felizes em se deleitar em você, uma vez que seu sistema imunológico já não é uma preocupação) o zumbi tem uma data de validade.

Cadáveres incham por causa dos gases criados pelas bactérias, o que significa que nas áreas mais quentes, mesmo zumbis fisiculturistas vão começar a engordar em poucos dias. Depois de algumas semanas disso, o exército zumbi inchado vai começar simultaneamente a fazer algo que é mais impressionante e perturbador do que qualquer outra coisa que um zumbi possa fazer: eles vão começar a explodir (CUIDADO! Fotos!). O calor e a umidade das regiões subtropicais e tropicais do mundo (ou no verão das regiões temperadas) irão acelerar estas condições, ou seja, um surto de zumbis em julho, em praticamente qualquer lugar, duraria poucas semanas, apenas por força dos monstros furiosos estourando como balões de carne podre.

No outro extremo temos o calor seco. Se você está em Phoenix ou no Sahara, os zumbis podem começar a mumificar sob o sol escaldante e o calor. Embora os sintomas de desidratação normal não sejam uma preocupação para um zumbi, há o problema do ressecamento. Sem meios razoáveis de reposição da água em suas células, zumbis andando no calor do Texas durante todo o dia vão sofrer danos celulares, devido à exposição direta do sol a sua pele e graças ao vento, eles terão um efeito de ressecamento, os mortos do sudoeste vão começar a ficar mais e mais ineficientes, até que, em algum momento, eles simplesmente vão ficar no chão esperando os catadores virem buscá-los.

Então seria melhor esperar que a manifestação acontecesse durante o inverno, certo? Bem …

# 5. Eles não podem se tratar do resfriado

Zumbis são carne morta. Não há argumentos, é sua característica definidora. Mas todo mundo se concentra nessa parte “morta” como se fosse um negócio tão grande. Esquecem frequentemente sobre a parte da “carne”. Você sabe o que mais é carne morta? Bife, hambúrguer, possivelmente até a graxa vermelha dentro dos alimentos da Taco Bell.

Quando a carne esta viva, ela tem todos os tipos de sistemas de defesa para mantê-lo dessa maneira. Quando ela estiver morta, você tem que jogá-la fora em cerca de uma semana, mesmo se você selá-la em plástico e mantê-lo a uma temperatura cuidadosamente controlada. Agora, sua primeira impressão pode ser de que o frio é amigo da carne morta, afinal, o mais certo para vencer esse prazo de uma semana é o de congelar o bife, mantendo-o fresco por meses. Mas não se esqueça: o frio irregular ferra horrívelmente as coisas que viviam outrora. Se você mora suficientemente ao norte ou ao sul, o apocalipse zumbi provavelmente irá se resolver na primeira vez que eles tentarem sair. O primeiro mata-zumbis é o simples fato de que o corpo humano é basicamente água, e a água se congela. Quando a temperatura cai para congelamento (ou perto dele, com um forte vento frio), os zumbis vão se tornar significativamente mais rígidos.

Após exposição suficiente, um cadáver congelado não ira mais perseguir qualquer vítima. É seguro também supor que zumbis vagando em um paraíso de inverno não estarão envolvidos herméticamente em plástico, como fazemos com os alimentos, assim queimaduras de congelamento se tornam um problema. Sério mesmo. A mesma coisa que arruína o seu sorvete também arruína mortos vivos. O congelamento da carne durante a noite, combinado com o degelo parcial durante os dias mais quentes, então re-congelamento novamente, cria as condições perfeitas para o início da queimadura de congelamento (geada), o que resulta na desidratação das células já que a água evapora, mesmo quando congelada. Congelamento não queima apenas a carne, ele a destroi.

# 4. Morder é uma péssima maneira de propagar uma doença

Hey, lembra aquela vez que apareceu um cão com raiva, e então um dia mais tarde, todos os outros cães do continente estavam com raiva, exceto por um pequeno grupo de sobreviventes amontoados em um porão? Não? Isso nunca aconteceu?

Quase todos os filmes de zumbis concordam em uma coisa: eles reproduzem-se como uma doença, que se espalha através de uma mordida de animais infectados (por um vírus transmitido pela saliva zumbi ou contato com qualquer outro fluido corporal). Mas isso também significa que sua propagação devem ser sujeitas às mesmas regras de uma epidemia normal, e morder é uma forma de merda para obter uma epidemia em grande escala.

As doenças bem sucedidas conseguem de alguma forma inteligente e invisível a propagação de vítima a vítima. A gripe já matou dezenas de milhões, porque ele se espalha através do ar, a peste negra foi espalhada por pulgas, etc. Nenhum deles requer o contato direto de um infectado com um não infectado para espalhar a infecção. Claro, as doenças sexualmente transmissíveis como AIDS trabalham dessa maneira, mas ninguém vai tentar ter relações sexuais com um zumbi.

Mas digamos que há um surto, como se um zumbi fosse capaz de morder 30 pessoas no meio de uma multidão em um concerto de Rock, antes que descobrissem que isso não era parte do show. Não é como se a humanidade ficasse absolutamente confusa sobre o que fazer quando uma infecção se manifesta. Nos Estados Unidos você tem o Center for Disease Control (CDC), que não tendem a brincar. Sério, isto está escrito nos cartões de visita deles.

Lembra do surto de SARS? Que se originou na China. O CDC e a Organização Mundial de Saúde restringiram as viagens internacionais até que se apurou que já havia se espalhado na América do Norte. Vôos foram cancelados, fronteiras foram fechadas, e apenas 43 pessoas em todo o continente morreram.

Sem o surgimento do zumbimismo, não há como sequer resolver o mistério sobre como ela é transmitida. Porém se um cara quiser de morde, ATIRE NA CABEÇA.

# 3. Eles não podem curar seus ferimentos

Uma das vantagem de ter um sistema nervoso central em pleno funcionamento é que ele faz um trabalho muito bom lhe avisando que você foi danificado. Ele faz isso por meio da dor. Pense em todos os cortes de papel, dedos do pé batidos e todos os arranhões que você tenha sofrido em sua vida. Agora imagine que nunca cicatrizaram, apenas ficou lá apodrecido enquanto você continuava a acumular cortes de papel, dedos do pé batidos e vários arranhões. Com muitos ferimentos o próximo passo é a amputação. Uma coisa que sabemos sobre zumbis de Romero e Fulci é que eles são muito desajeitados, andando em cima de sucatas, portas e lâminas do helicóptero, sem pensar duas vezes sobre que tipo de danos que estão sofrendo.

Enquanto completa insensibilidade à dor parece ser uma superpoder maravilhoso em teoria, na vida real, você acaba sendo mais como o Sr. Burns do que como o Wolverine. Insensibilidade congênita a dor é uma condição neurológica que algumas pessoas nascem com ela, ou seja, eles não sentem dor. Eles podem sentir tudo, mas a ausência de dor significa que elas acumulam prejuízos em seus corpos, mas não tem consciência disso. Mesmo podendo pedir ajuda, muitos ferimentos são graves o suficiente para causar mutilações.

Caindo de pontes e tropeçando em noites escuras, pisando em coisas cortantes, etc.. acabará por deixá-los cegos, desdentados e com todos os ossos do corpo quebrados.

# 2. A paisagem é cheia de obstáculos a prova de zumbis

A falta de coordenação dos zumbis, juntamente com a incapacidade de enxergar no escuro (não tivemos qualquer zumbi infravermelho ainda, mas merda! Isso dá ideia para um filme) vai significar muito castigo aos zumbis em qualquer área fora de um estacionamento. Este é um grupo que não sabe como encontrar estradas ou pontes. Vão apenas divagar sem rumo. Montanhas, grandes rios e cânions, serão rapidamente o último lar para pilhas de zumbis quebrados e fedorentos até onde os olhos alcançam. Mesmo zumbis com a clarividência de que não devem andar mais em penhascos ou nas corredeiras furiosas durante o dia, o anoitecer ainda resultaria em zumbis entrando em rios, caindo de penhascos e pontes, o que diminuiria muito o número de desmortos.

Mas mesmo em locais sem esses perigos, apartamentos, cidades pavimentadas, onde ao que parece as pessoas seriam extra-ferradas, a paisagem ainda trabalha em favor da vida. A história tem mostrado que na maioria das situações terríveis, as pessoas nem sempre agem como idiotas em pânico com em um filme de horror. Nas cidades, as pessoas provavelmente se reúniriam nos níveis superiores de arranha-céus, onde a invasão pode ser neutralizada com a colocação de simples barricadas. Além disso, as ruas iriam manter os mortos-vivos encurralados em linha reta, alvo fácil para franco-atiradores, ou até mesmo por funcionários de escritório, jogando material de escritório e moveis nos mortos vivos do topo dos andares.

# 1. Armas e as pessoas que os utilizam

Como dissemos no inicio, se o Homo sapiens é bom em uma coisa, isso é matando outras coisas. Nós somos tão bons nisso que nós fizemos diversas outras espécies deixarem de existir, sem sequer tentar. Adicione à mistura o grande número de caipiras armados e caçadores lá fora, e os zumbis nem sequer tem uma chance. Havia mais de 14 milhões de pessoas com licença de caça nos Estados Unidos em 2004. No mínimo, isso é como uma força armada do tamanho da grande área de Los Angeles.

Lembre-se, a razão para existir a licença de caça é limitar o número de animais que você tem permissão para matar, porque se você não fizer restrições, tudo na floresta seria morto. É seguro afirmar que quando o jogo muda de “três veados” para “todas as pessoas mortas apodrecendo a tentar comer-nos”, não haverá escassez de voluntários.

Além disso, se olharmos para os zumbis como uma espécie, eles são muito bem projetados para o fracasso. Sua principal forma de reprodução também é sua única fonte de alimento, e e sua presa são seus predadores (nós). Se eles querem comer ou reproduzir, eles têm que ir atrás de nós, e nosso intuito também é abate-los. É como ter que enfrentar um leão a cada vez que você quizer fazer sexo ou fazer um sanduíche. Na verdade, é pior do que isso: a maioria dos predadores do topo da cadeia alimentar são apenas armados com dentes e garras, os seres humanos têm rifles.

Os zumbis não têm nenhuma escolha senão andar entre as balas. E isso sem contar todas as armas domésticas, nem o fato de que os zumbis também têm de lidar cocktails Molotov, tacos de basebol, barras de ferro e os carros que o público em geral, sem dúvida, estara usando para abater os mortos vivos. E isso é apenas da população civil, contando os militares e policiais, temos mais de três milhões de pessoas armados e, em vez de apenas revólveres espingardas e rifles de caça, eles têm metralhadoras, espingardas de combate, fuzis sniper, fuzis, sub- metralhadoras, lançadores de granada e ocasionalmente tasers, para não mencionar o treinamento para usá-los de forma eficaz. Mas porque é que eles sequer iriam se preocupar? Quando eles simplesmente poderiam esmagar inumeros zumbis com tanques, explodi-los com bombas de fragmentação entre inumeras outras armas de destruição em massa. Realmente, mesmo se existisse zumbis agora, todo o conceito de um apocalipse zumbi é apenas risível. Agora os robôs, por outro lado …

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"I'll see you in my dreams": o 1° filme de zumbis portugueses

O curta-metragem "I'll see you in my dreams", abalou o cinema português em 2003, ao trazer para o grande público os primeiros zumbis lusitanos. Com um luxuoso elenco composto por Sofia Aparício, Adelino Tavares, São José Correia e Rui Unas entre outras feras o curta recebeu vários prêmios nas categorias "Melhor Curta de Terror Portugues" e o de "Filme de Terror Português Mais Popular" e ainda teve uma edição especial numerada de 1000 exemplares (promovida pelo MOTELx). Para se ter uma idéia da grandiosidade do projeto basta ver o release do DVD:

EXTRAS DO DVD:

Menus animados;
Documentário O Homem que Gostava de Zombies;
Making of "A Curta + Longa";
Videoclip dos Moonspell;
Making of do Videoclip;
Cenas cortadas;
Comentário audio;
Comparação de storyboard;
Trailer de Cinema;
Galeria de Imagens,
Festivais.

E além da edição especial deste "debut-zumbi-lusitano" o MOTELx ainda incluiu a oferta de um fotograma original do filme e tudo isso por apenas 10 euros. Quem teve a sorte de assistir ao festival em 2009 com certeza não perdeu a oportunidade de conseguir tal artefato.

Para matar a saudade dos zumbis portugueses estou aqui postando os links do Youtube para quem quiser assistir o curta na íntegra: PARTE 1 e PARTE 2 e abaixo alguns comentários do diretor do curta e dos organizadores do MOTELx. O MOTELx é organizado pelo CTLX - Cineclube de Terror de Lisboa em parceria com a EGEAC, E.E.M. e em co-produção com o Cinema São Jorge.

CLIPE DA BANDA MOONSPELL PARA O CURTA

Comentário de Filipe Melo, produtor, ator e argumentista do curta:

"Passaram cinco anos desde a primeira edição em DVD do "I´ll see you in my dreams". Escrevo estas linhas em Tondela, na mesma mesa onde há sete anos escrevi a curta-metragem, e não posso deixar de confessar que sinto uma enorme nostalgia. Nesta sala, ainda consigo imaginar a equipa de efeitos especiais a maquilhar os meus amigos e a equipa de produção a correr de um lado para o outro. Entretanto, o bosque onde filmámos a sequência inicial ardeu e a casa de Lúcio foi demolida. A equipa não se voltou a juntar: alguns seguiram com as suas vidas no cinema, outros seguiram com as suas profissões habituais nas outras áreas. Tenho a certeza, no entanto, que esta curta metragem marcou todos os que por ela passaram - o espírito de união, de crença no resultado final e a total entrega a uma causa que a todos parecia irracional. Está tudo aqui, resumido numa caixinha, gentilmente reeditada pelo MOTELx. Sei que, por causa deste filme, passarei uma vida inteira dedicada ao cinema e às artes do fantástico, porque percebi o quão necessário isso se tornou para mim. É gratificante saber que, ao longo dos tempos, cresce uma comunidade portuguesa dedicada ao terror e ao imaginário. Em breve seremos muitos, e cada vez melhores."

Comentário dos organizadores do MOTELx
(Carlos Pontes, Catarina Ramalho, João Monteiro, João Viana e Pedro Souto)

"O MOTELx surge de uma grande vontade de partilhar uma afeição pelo cinema de terror e também da ambição de contribuir, de alguma forma, para a implementação do cinema de terror português. I´ll see you in my dreams, é já uma das mais importantes curtas-metragens nacionais de sempre pela forma como se destacou e abalou um pouco o panorama do cinema português, e também enquanto fonte de inspiração para jovens cineastas no género: trata-se de uma obra nascida do mais puro amor pelos filmes de zombies e, como manda a história, produzido graças à determinação de alguém consciente de pouco lucrar com esta demanda. Quando o Filipe Melo se dirigiu a nós para reeditar a curta em DVD, parecia que um círculo se estava a fechar. No ano em que iniciamos o Prémio MOTELx - Melhor Curta de Terror Portuguesa, participar na reedição em DVD do primeiro filme de terror português pareceu-nos não só óbvio, mas obrigatório. E para tornar esta edição mesmo especial passámos uma memorável noite a cortar uma das bobines do filme, para que cada caixa tenha um fotograma original e exclusivo de zombies portugueses."

I'LL SEE IN MY DREAMS
Sinopse:
Numa aldeia inexplicavelmente assolada por uma praga de zumbis Lúcio (Adelino Tavares), um honesto trabalhador, é a única pessoa capaz de lhes fazer frente. Porém, tem problemas conjugais. Na sua residência esconde Ana (Sofia Aparício), sua adorada mulher, agora transformada numa criatura devoradora de carne humana e comportamento extremamente violento. Esta situação é temporariamente esquecida no bar local, onde os estranhos habitantes do povoado se refugiam. É aqui que, numa noite, Lúcio redescobre o amor junto da prostituta Nancy (São José Correia), mas a relação é ameaçada pelas estranhas criaturas e pelos ciúmes mortais da sua esposa. Poderá Lúcio acabar como todos os seus problemas munido apenas com uma pistola e um punhal?

Ficha Técnica
Direção: Miguel Ángel Vivas
Roteiro: Miguel Ángel Vivas, Filipe Melo e Ivan Vivas
Produtor: Paula Diogo e Filipe Melo
Ano: 2003
Gênero: Curta-Metragem, Terror
Duração: 20'

Elenco:
Adelino Tavares (Lúcio)
São José Correia (Nancy)
Sofia Aparício (Ana)
Manuel João Vieira (Sam)
João Didelet (Dário)
Rui Unas (Miguel)
David Almeida (Zumbi anão)
Cláudia Jardim (Zumbi gordo)
Carlos Alves
Fernando Gomes
Filipe Melo
Paula Sá Nogueira
Raul Oliveira
Paula Diogo
Patrícia Maravilha

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pré-Venda: MORTOS #1

por Matheus Moura

O editor Adriano Gon, responsável pela editora Núcleo de Histórias em Quadrinhos (NHQ) acaba de disponibilizar para pré-venda a revista Mortos # 1 (24 páginas, R$ 4,00), com roteiro de Edvanio Pontes, traços de Leonardo Rocha e capa colorida por Roe Mesquita. A publicação marca o retorno da editora aos trabalhos impressos, os quais haviam deixado de ser produzidos em 2008 após a publicação de Crânio # 1. A programação é para que Mortos # 1 seja entregue a partir do lançamento oficial, dia 31 de outubro. Para aqueles que adquirem a revista em pré-venda o frete é grátis.

Mais informações aqui.

A loja virtual da NHQ pode ser visitada aqui.

FONTE: Blog HQB

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Porto dos Mortos estréia no Cinefantasy neste dia 09

O longa-metragem nacional de ficção "Porto dos Mortos", produzido pela Lockheart Filmes Ltda., foi selecionado para o Arizona Underground Film Festival, nos Estados Unidos. Sua premiere internacional acontece no dia 25 de setembro. A primeira exibição nacional do filme acontecerá no dia 9 de setembro, no festival Cinefantasy, em São Paulo. Escrito e dirigido por Davi de Oliveira Pinheiro (que divide a produção com Isidoro B. Guggiana), "Beyond the Grave" (título internacional) acompanha a caçada de um policial (Rafael Tombini) a um assassino serial misterioso. O primeiro longa de horror gaúcho combina terror e policial em um road movie sobrenatural.

Em produção desde 2007, o longa foi rodada em 23 dias na cidade de Porto Alegre (RS) e arredores, com uma equipe que reuniu mais de 80 profissionais. “Porto dos Mortos até o momento é a grande aventura de minha vida, traduzida através de uma história de ficção científica e horror de apelo popular", explica Davi. “Foi uma experiência desafiadora e satisfatória criar, junto com diversos artistas e técnicos, este mundo único, particular e agora ter a oportunidade de compartilhá-lo com o grande público.", conclui.

Repercussão Internacional

Desde seus primeiros estágios de pré-produção, Porto dos Mortos tem ocupado espaço em sites, blogs e listas de discussão ao redor do mundo, como o Ain't It Cool News, Fangoria (a bíblia do horror mundial), Twitch, l'Ecran Fantastique, ScifiWorld, entre outros.

“(...) Os efeitos dos monstros são ótimos e o visual do mundo – extraído diretamente das páginas coloridas dos quadrinhos dos anos 1950 – é um arraso”, escreveu Todd Brown para o Ain't It Cool News, a respeito do trailer.
Sinopse

Num mundo devastado onde as regras da realidade são ditadas por magia e loucura, um policial vingativo persegue um assassino serial possuído por um demônio numa batalha contra o mal absoluto.

***** Ficha Técnica *****
LOCKHEART FILMES LTDA. apresenta RAFAEL TOMBINI em PORTO DOS MORTOS, estrelando ALVARO ROSACOSTA, RICARDO SEFFNER, LEANDRO LEFA, LUCIANA VERCH, AMANDA GRIMALDI, Canções FELIPE LONGHI, Trilha Sonora Original de AUGUSTO BORNHAUSEN, BRUNO FRITZEN, GABRIEL FRITZEN, FELIPE LERMEN e FELIPE LONGHI Direção de Som LEO BRACHT, Direção de Arte CARMEM FERNANDES, Efeitos Especiais KAPEL FURMAN, Maquiagem FX ANDRE GUERRERO, KAPEL FURMAN e RICARDO GHIORZI, Direção de Fotografia MELISSANDRO BITTENCOURT, Montagem MARCELO ALLGAYER, Produção Executiva DAVI DE OLIVEIRA PINHEIRO, GLAUCO URBIM, ISIDORO B. GUGGIANA e Produzido por ISIDORO B. GUGGIANA, Escrito, Produzido e Dirigido por DAVI DE OLIVEIRA PINHEIRO.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ZUMBIS E BAD GIRLS NA LUDERIA

http://4.bp.blogspot.com/_rrpEpPqF7eY/Ste4w9YreBI/AAAAAAAAEP8/slKICC-djNM/s400/Antologia+Zumbis.jpg

No dia 6 de junho de 2010 ocorreu o tão esperado lançamento da antologia organizada por Ademir Pascale "Zumbis: Quem disse que eles estão mortos?" na Ludus Luderia, que fica na rua Treze de Maio, 917, Bela Vista, São Paulo/SP. A turma do Tumbaberta FX foi convocada a representar uma bad girl que tinha um zumbi domesticado no estilo "Fido". Vejam as fotos que trabalhei em artwork sépia (uma homenagem à época em que foi lançado o clássico "A Noite dos Mortos Vivos" de George Romero) e como saiu o resultado da prótese de "zumbi ressecado" que produzi algumas semanas antes do evento utilizando algodão, cola branca, tintas especiais e muita imaginação.

A todos aqueles que compareceram e compraram o livro não deixem de ler o super divertido conto "Ivandro", de autoria de M. D. Amado (páginas 54/56) que é sobre este que vos bloga. Deixe um comentário sobre o conto nas mensagens do meu site, afinal aparecer como personagem em uma antologia de zumbis é uma vez na vida e outra na morte...

Todas as fotos utilizadas na artwork foram cortesias de Ademir Pascale e Adriano Siqueira.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

DEAD SET: Big Brother e miolos


O canal por assinatura Multishow estreiou no dia 15 de outubro de 2009, às 21h30, a minissérie britânica "Dead Set", produzida pelo Channel 4 e pela Endemol, respectivamente o mesmo canal que exibe o programa na Inglaterra e a empresa detentora do formato do reality show.

Dividida em cinco capítulos, que foram exibidos semanalmente toda quinta-feira, às 21h30, a trama conta a história de uma epidemia que transforma quase toda a população da Inglaterra em zumbis. Enquanto isso, os participantes confinados na casa do "Big Brother", sem contato com a doença, não fazem a menor ideia do que está acontecendo lá fora. No entanto, quando descobrirem, terão de superar suas desavenças para sobreviverem. A série traz algumas participações especiais, como Davina McCall, a verdadeira apresentadora do reality britânico, além de alguns ex-participantes do programa.

"Dead Set" foi criado pelo escritor inglês Charlie Brooker e exibido pela primeira vez na televisão britânica em outubro do ano passado. Devido a restrições de orçamento, o criador usou a sua página do Facebook para encontrar voluntários dispostos a atuarem como zumbis.

SINOPSE:
No dia de paredão na casa do "Big Brother" britânico, um estranho vírus se espalha pelo país, transformando as pessoas em zumbis. A equipe que trabalha na produção do reality show está muito preocupada com a transmissão ao vivo e não presta atenção no surto que se alastra pela Inglaterra. Só Kelly, a estagiária da produção, fica assustada com as notícias que ouve, mas não entende direito o que está acontecendo. A mãe da participante eliminada do dia no "Big Brother" é infectada no caminho para o estúdio e acaba levando a doença para dentro do canal de TV. A epidemia de zumbis se espalha rapidamente pela emissora e, do lado de fora da casa do "Big Brother", só sobrevivem a participante eliminada, o diretor do programa e Kelly. Tentando fugir dos ataques dos zumbis, a estagiária vai parar dentro da casa do reality. Lá, os participantes não acreditam na história que ela conta, acham que é mais um truque da produção do programa para assustá-los e desequilibrar os ânimos.

Conheça o curta, "O Livro de Jó"


“Quando o inferno estiver cheio os mortos dominarão a Terra”. Bem, de certa forma isso já deve ter acontecido se observarmos a quantidade de filmes sobre zumbis que apareceram no mundo nestes últimos anos, mas e o Brasil? Se Deus é brasileiro e o inferno é o quintal dos fundos do Criador essa é a única explicação para a invasão zumbi que acometeu as terras tupiniquins. Tivemos pérolas do gênero como MANGUE NEGRO do capixaba Rodrigo Aragão, CAPITAL DOS MORTOS do brasiliense Tiago Belotti, ERA DOS MORTOS do mineiro Rodrigo Brandão e outras obras “não muito sérias” como o clássico e divertido MARISCOS E MIOLOS, produzido por alunos da UFSC de Florianópolis. Mas uma coisa que me chamou a atenção neste mês foi a apresentação do trailer experimental do curta-metragem O LIVRO DE JÓ, do paulistano Renato Rodrigues, com fotografia de Thierry Durieux e produção de Luiza Cunha, Nanci Cunha e Jean Carlos Oliveira. O primeiro contato que tive com o projeto foi por intermédio do diretor e gore maker Fritz Martiliano e desde então me apaixonei pela idéia como bom seguidor de filmes de zumbis que sou. Aqui postarei um pouco sobre a produção e elenco do filme que retirei do blog do criado do projeto (http://cavaleirodasteclas.blogspot.com/) e futuramente estarei editando mais algum material sobre este filme que promete prender o espectador por medo e por pura emoção...

VIDA AOS MORTOS:
OS ATORES DE O LIVRO DE JÓ

MIA SCOZZAFAVE
Ficou conhecendo o diretor através de um casting virtual para o projeto do média PONTO DE VISTA DA CORDA, não ficou com o papel mas ganhou muito mais: um papel escrito para ela na continuação PONTO DE VISTA DA BALA e a personagem Jó, perfeita para uma atriz apaixonada por esportes radicais e desafios físicos e dramáticos. Transformou-se no caso típico de atriz que nasceu para fazer uma personagem.

Andar por ai como uma Sarah O’Connor, portando armas e lutando contra forças demoníacas que transformam homens em zumbis não é para qualquer um. Aliás, quantas atrizes não levariam tudo na brincadeira???? Mas não a Mia e seu profissionalismo. Você realmente acredita em tudo, sabe que ela está fazendo o real, que não é mais Mia ali e sim a durona Jó.

A parceria com o diretor promete, além de novos trabalhos como Jó, eles têm mais dois filmes encaminhados.

NAZARÉ RELVAS
A premiada atriz aceitou o papel com maestria e fez o melhor. Dizem nos bastidores da produção que todos choraram com sua interpretação de mãe. E esta cena irá entrar para a história porque ela entra na alma das pessoas. Ela nos comove, nos tira a paz do peito. Vemos a loucura em sua pior forma: a falta de esperança. Isso é cinema. Isso é a equipe. Isso é criar um filme de zumbis e fazer isso pensando em algo maior que apenas gente morrendo.

HAROLDO JOSEH
Este é o fenomeno de cena! Entrou para tomar um tiro apenas.
Ágil como um animal raivoso, cumpriu sua parte e morreu com
maestria. E quem conhece de interpretação sabe que morrer em cena é um dos mais dificeis trabalhos feitos por um ator. E, como explicar, ele deu vida ao filme ao morrer.
Sua paciência em esperar foi incrível também, sua cena foi a última a ser gravada no filme e ele suportou a espera com a maquiagem no rosto como um aristocrata. Como não dar valor
a isso? Como não respeitar um profissional destes?

GUILLERMO HUNDADZE
Menino prodígio que fala como um adulto e interpreta como nunca vi! Com sua pouca idade ele comoveu todo mundo. Renato Rodrigues afirma que não gosta de trabalhar com crianças, mas no fim, foi quem o fez ver que sabia o que estava fazendo ao realizar este filme. Isto porque foi feito o primeiro plano com ele. Foi quem começou tudo. E seu grito de fúria ao avançar para matar a irmã Jó assusta qualquer um. Selvagem em cena e suave pessoalmente. Incrível mesmo!

Anotem o (difícil) nome dele e se preparem. Vocês ainda irão se lembrar destas palavras e irão concordar que estamos à frente de um titã das telas.

LUCIANO REIS
Luciano Reis é o cara que topou ser o cadáver do chão da sala, ter vermes andando em cima dele e passar por duas horas de maquiagem. Muitos pensam que esta é a melhor forma de atuar, mas esquecem que tal como “morrer” ficar “morto” numa filmagem pode ser tornar bastante trabalhoso e estressante.

ROBERTA BENEDETTI
Para Roberta Benedetti atuar é um sonho. Nas palavras do diretor: "Nem posso dizer qual é minha alegria em poder ter sido o primeiro a dirigir Roberta e que legal que isso tenha acontecido neste filme". Roberta apareceu bem na última hora. A atriz que interpretaria a irmã não apareceu e tudo parecia que iria desabar. Mas ela topou fazer o filme. Topou estar ali.

Topou atuar semi-nua, coberta de lama e sangue, ser jogada pela Jó no chão e tomar aqueles golpes. E fez isso com um sorriso no rosto. Bem, sorriso pós-cena, porque em cena ela é furor, violencia e sede de sangue.

De acordo com Renato Rodrigues ela não tinha obrigação em aceitar o “figurino” (atuar semi-nua, coberta de lama e sangue) do filme e que ela deveria fazer a cena da forma que achasse mais confortável. E o confortável para ela foi confiar na equipe, no filme, nas idéias e assumir seu papel com coragem e honra.

Academia Internacional de Cinema & ELEMENTAR FILMES apresentam: MIA SCOZZAFAVE em um filme de RENATO RODRIGUES
* Co-estrelando NAZARÉ RELVAS
* HAROLDO JOSEH
* GUILLERMO HUNDADZE
* ROBERTA BENEDETTI
* Participação Especial LUCIANO REIS
* Produção Executiva ELEMENTAR FILMES
* Diretor de Fotografia & Arte THIERRY
DURIEUX
* Diretora de Produção LUIZA CUNHA & NANCI CUNHA
* Assistente de Direção JEAN
CARLOS OLIVEIRA
* Roteiro de RENATO RODRIGUES
* Realização do Grupo formado por RENATO
RODRIGUES THIERRY DURIEUX LUIZA
CUNHA NANCI CUNHA

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